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Tratamento Linfedema em Lisboa

linfedema

O que é o Linfedema?

O linfedema é um inchaço (edema) resultante do acúmulo de líquido linfático (linfa) nos tecidos da superfície do corpo (espaço intersticial do tecido subcutâneo).

O linfedema pode ser classificado de acordo com a etiopatogenia em Primário ou Secundário:

  • O Linfedema Primário (LP) ou hereditário, resulta de anomalias no desenvolvimento do sistema linfático durante a linfangiogénese.
  • O Linfedema Secundário (LS) ou adquirido, compreende a maioria dos casos de linfedema e resulta da obstrução ou disfunção do sistema linfático, adquiridas geralmente devido a doença infecciosa, obstrução neoplásica ou tratamento associado a doença neoplásica (linfadenectomia, radioterapia), intervenções cirúrgicas, lesões traumáticas e doenças inflamatórias.

O linfedema é uma patologia que afeta um grande número de indivíduos em todo o Mundo. Estima-se que a sua prevalência global se situe entre 0.13 e 2%, com percentagens maiores a serem atingidas nos países em desenvolvimento, nas áreas endémicas do nemátode Wucheria bancrofti (causador de filaríase) e em grupos específicos de maior risco, nomeadamente em doentes com cancro da mama: 12-60% e em doentes submetidos a tratamento por neoplasia ginecológica pélvica: 28-47%.

Nos países ocidentais tem-se verificado um aumento na incidência de linfedema secundário (LS) associado a um aumento da incidência de cancro da mama e de doentes submetidos a tratamento cirúrgico e/ou radioterápico. Relativamente ao linfedema primário (LP), menos prevalente, estima-se que afete cerca de 1 por cada 6000 a 10.000 nados-vivos.

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Causas do linfedema

A nível Mundial, a filaríase é a causa mais frequente de LS e de linfedema em termos globais, no entanto, nos países ocidentais esta perde importância epidemiológica e as doenças neoplásicas e o tratamento a elas associado assumem especial destaque, tendo sido já descrito como um dos principais problemas que afeta os sobreviventes de cancro da mama submetidos a tratamento cirúrgico (ressecção tumoral, linfadenectomia) e/ou radioterapia.

Estima-se que 20 a 25% das mulheres submetidas a intervenção cirúrgica por cancro da mama desenvolverão LS, sendo que o risco aumenta ao longo do tempo, subjacente a um estado inflamatório crónico que estimula a fibrose do tecido subcutâneo e dos vasos linfáticos. Fatores como a idade avançada, obesidade, técnica cirúrgica utilizada, extensão da cirurgia, número de gânglios ressecados, dano tumoral, localização da neoplasia, tratamentos associados como radioterapia e complicações pós-cirúrgicas (infeção, hematoma, seroma) foram já descritos como fatores de risco primário para este tipo de linfedema.

O linfedema associado a cancro da mama apresenta-se habitualmente como edema do membro superior ipsilateral, muito embora possa associar-se também a edema da mama ipsilateral e do tronco.

O Linfedema Secundário pode também surgir associado a outros tumores sólidos e seu tratamento: melanoma, neoplasias da cabeça e do pescoço, tumores pélvicos ginecológicos e genito-urinários e sarcomas.

Sistema linfático x Linfedema

Existem ainda outras possibilidades causais para o surgimento do linfedema, sendo que o fator chave é sempre a obstrução circulatória do sistema linfático e o seu respetivo acúmulo de líquidos (linfa). O sistema linfático é composto por uma rede de pequenos vasos semelhante aos vasos sanguíneos, grupos de gânglios linfáticos que se estendem por todo o corpo, aos quais os vasos sanguíneos estão ligados e outros tecidos linfáticos, tais como as amígdalas, fígado e baço.

Os vasos linfáticos transportam um líquido incolor, chamado linfa, que é composto por água, proteínas e outras substâncias. Também contém os glóbulos brancos chamados linfócitos que ajudam o seu corpo a combater as infeções.

A linfa flui muito lentamente, mas em modo contínuo, através dos vasos linfáticos para os gânglios linfáticos, que estão situados em todo o corpo, onde a linfa é filtrada. Os gânglios linfáticos também ajudam a combater as infeções, através da filtração de resíduos como as bactérias.

O sistema linfático coopera com o sistema sanguíneo para manter e proteger o equilíbrio de líquidos nos tecidos superficiais do corpo através da drenagem, filtração e transporte de fluido linfático por todo o corpo.

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Graus / Tipos de Linfedema

O linfedema também pode ser classificado quanto a sua intensidade:

  • Grau I: edema que se instala após atividade física ou ao final do dia e melhora espontaneamente. Ocorre em decorrência de um pequeno aumento de linfa intersticial e alguma estase nos vasos linfáticos;
  • Grau II: o edema não é reversível espontaneamente, mas pode ser controlado com terapêuticas apropriadas. Aumento da consistência da pele, decorrente à instalação de fibrose no espaço intersticial. O fluxo linfático encontra-se mais lento, havendo certo grau de estagnação da linfa em coletores e capilares.
  • Grau III: edemas são irreversíveis e mais graves. A grande estagnação da linfa nos vasos e capilares conduz a um elevado grau de fibrose linfostática. Possuem alterações de pele importantes, tornando-se vulneráveis a erisipelas, eczemas, papilomatoses e fistulas linfáticas;
  • Grau IV: edemas em fase muito avançada, resultado da total falência do sistema linfático. São as chamadas elefantíases, sendo irreversíveis e apresentam complicações como papilomatose, queratoses, fistulas linfáticas ou mesmo angiomas.

Sintomas do Linfedema

Os sinais e sintomas do linfedema podem incluir:

  • sensação de peso ou tensão no membro;
  • dor aguda;
  • alteração de sensibilidade;
  • dor articular;
  • aumento da temperatura local;
  • sinal de Godé positivo;
  • alterações cutâneas como eczemas, micoses, queratosis.

A presença de edema linfático compromete a integridade do sistema tegumentar, pois o aumento do volume de determinada região corporal provoca:

  • Tensionamento da pele;
  • Alteração das propriedades mecânicas da pele (Viscosidade e elasticidade da pele é comprometida) com comprometimento funcional;
  • Alterações sensitivas;
  • Diminuição da mobilidade articular.
  • O fluxo linfático é influenciado pela gravidade, contração muscular, pressões nos tecidos adjacentes, bombeamento arterial, peristaltismo visceral e movimentos respiratórios. Portanto, este fluxo pode ser alterado por recursos ao alcance do fisioterapeuta.
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Recursos terapêuticos no linfedema: tratamentos


A Terapia Descongestiva Complexa no tratamento do linfedema

Atualmente, a abordagem terapêutica mais efetiva e amplamente aceite (quer do LS, quer do LP) é a Terapia Descongestiva Complexa (Complex Descongestive Therapy, CDT).

A Terapia Descongestiva Complexa (CDT) refere-se à um conjunto de terapias com objetivos comuns:

  • Reduzir o edema;
  • Favorecer a drenagem linfática especialmente nas áreas afetadas;
  • Reduzir a fibrose e melhorar a condição da pele;
  • Melhorar a capacidade funcional do paciente;
  • Aliviar o desconforto e aumentar a qualidade de vida;
  • Reduzir o risco da Síndrome de Stewart – Treves (SST), rara forma de linfangiossarcoma que surge em casos de linfedema;

Todos os recursos terapêuticos acima citados atuam no linfedema, porém, a melhor forma de tratamento é a combinação dos recursos disponíveis.

Frequência e duração dos tratamentos de linfedema

A frequência e a duração dos tratamentos para o linfedema é individualizada e variável de forma a promover a redução do edema no menor período de tempo possível. Existem situações que requerem 5 tratamentos por semana. Por regra geral, 1-3 tratamentos por semana é o ideal na fase inicial, reduzindo gradualmente após a obtenção dos resultados desejados.

Na fase de manutenção a periodicidade é também bastante variável. Alguns casos ficam completamente resolvidos enquanto que outros continuam a necessitar de tratamentos regulares ao longo do ano. A frequência varia de caso para caso.

O tratamento do linfedema é de longo prazo e exige o devido acompanhamento por parte do seu médico e dos terapeutas/especialistas que o acompanham.

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A SP Clinic dispõe de uma equipa especializada no tratamento do linfedema em Lisboa.

Fontes:

Manuaismsd.pt, Breastcancercare.org.uk, Lymphnet.org, Medi.pt, Cirurgia-vascular.pt, Laco.pt, Uol

Vol 23 I Nº 1 I Ano 21 (2013) I Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação – Linfedema: revisão e integração de um caso clínico


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