Terapia Hijama (Hijama Therapy) em Lisboa – Sangria com ventosas para detox e equilíbrio
A Terapia Hijama, também conhecida como Hijama Therapy, Hijama Cupping ou wet cupping, é uma técnica tradicional de sangria com ventosas (bloodletting) que combina princípios da Medicina Tradicional Chinesa com a chamada medicina profética islâmica. É uma abordagem usada há séculos em diferentes culturas para purificar, limpar e desintoxicar o organismo, com impacto tanto físico como emocional e, para muitas pessoas, também espiritual.
Na prática clínica, a Hijama é um protocolo específico de sangria realizado em pontos de acupuntura localizados sobretudo nas costas, utilizando ventosas para criar vácuo e extrair uma pequena quantidade de sangue. Entretanto, a sangria pode ser utilizada de diferentes formas e para as mais variadas condições de saúde com efeitos muitas vezes imediatos. Na SP Clinic Lisboa, a sangria é aplicada em pessoas cuidadosamente selecionadas, após avaliação detalhada.
Uma sessão de Terapia Hijama dura cerca de 30 minutos e sempre realizada de forma exclusiva: no dia em que é feita Hijama, o tratamento é apenas Hijama – não se combinam outras terapias na mesma sessão (como massagem, acupuntura ou ventosas secas). Já a sangria terapêutica pode ser utilizada em conjunto com outras terapia.
A diferença entre a Sangria e o Hijama consiste em:
- Hijama – Um protocolo exclusivo e aplicado com ventosas. É utilizada de forma isolada.
- Sangria terapêutica – realização a punção de capilares para fins terapêuticos específicos e é realizada em conjunto com os tratamentos de MTC.
ℹ️ O que é a Terapia Hijama (Hijama Therapy)?
A Hijama Therapy é uma forma de ventosaterapia com sangria (wet cupping ou bloodletting cupping). Ao contrário da ventosa tradicional, em que apenas se cria sucção na pele (ventosa seca), aqui existe também uma fase de extração de sangue cuidadosamente controlada.
De forma simplificada, o procedimento inclui:
- seleção de pontos específicos de acupuntura, sobretudo na parte superior e média das costas;
- aplicação de ventosas para criar um vácuo suave e preparar a pele;
- realização de pequenas punções superficiais com material estéril e descartável;
- reaplicação das ventosas para permitir a extração de uma pequena quantidade de sangue;
- remoção das ventosas, limpeza cuidada da zona e proteção da pele.
O sangue retirado costuma ser mais escuro e espesso, associado na visão tradicional a estagnação, calor e “toxinas” acumuladas. Ao libertar esta carga, procura-se:
- estimular a circulação local e geral;
- eliminar calor e estagnação em zonas específicas;
- favorecer uma sensação de leveza, clareza mental e bem-estar;
- regular o ambiente interno do organismo, apoiando outros processos de equilíbrio.
Em Medicina Chinesa, técnicas de sangria terapêutica (bloodletting), como descritas por vários autores contemporâneos, são usadas para mobilizar estagnações de Sangue, dispersar calor e vento e aliviar dor, especialmente em quadros mais crónicos ou complexos. A Terapia Hijama encaixa nesta família de técnicas, utilizando ventosas para potenciar o efeito da sangria em pontos de acupuntura.
Se procura apenas ventosas sem sangria, pode ser mais adequado um tratamento de ventosaterapia em Lisboa, que também está disponível na SP Clinic.
Na SP Clinic, a Terapia Hijama é feita por profissionais com formação em Medicina Tradicional Chinesa e experiência em sangria terapêutica, usando material descartável e cumprindo normas rigorosas de higiene e segurança.🔬 Como funciona a wet cupping (sangria com ventosas) no organismo?
Durante muitos anos, a wet cupping (Hijama, sangria com ventosas) foi descrita apenas em termos tradicionais, como uma técnica que “remove toxinas” ou “impurezas” do sangue. Hoje, vários estudos começam a traduzir estas ideias em linguagem moderna, explorando mecanismos fisiológicos e imunológicos associados à técnica.
De forma simplificada, os principais mecanismos propostos incluem:
1. Efeito hemodinâmico: circulação local e “limpeza” de mediadores inflamatórios
Quando se aplica a ventosa com sucção e se fazem pequenas picadas na pele, cria-se um gradiente de pressão que aumenta o fluxo sanguíneo nos capilares superficiais e leva à rutura controlada de pequenos vasos. O sangue que sai através das incisões contém:
- glóbulos vermelhos envelhecidos,
- ferritina e ferro livres,
- proteínas oxidadas e outros produtos associados a inflamação crónica.
Estudos clínicos em doenças reumáticas, dor crónica e outras condições sugerem que a wet cupping pode reduzir marcadores inflamatórios como VSG/ESR, proteína C reativa (PCR/CRP) e ferritina, em paralelo com melhoria da dor e da função. Isto apoia a ideia de que, ao desviar uma pequena porção de sangue “carregado” de mediadores inflamatórios, a técnica ajuda a aliviar a carga inflamatória sistémica em algumas pessoas.
2. Ativação de vias antioxidantes (heme-oxigenase-1) e proteção tecidular
A pequena hemorragia provocada pela wet cupping faz com que glóbulos vermelhos extravasados sejam fagocitados por macrófagos e outras células. Este processo aumenta a expressão da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada o heme em subprodutos com forte ação antioxidante e anti-inflamatória.
Em modelos de inflamação crónica, a ativação da HO-1 está associada à redução de citocinas pró-inflamatórias (como IL-6 e TNF-α) e a uma mudança para um perfil imunitário mais regulador, o que pode contribuir para proteger tecidos como cartilagem, osso e endotélio vascular.
3. “Microparticle clearance theory”: remoção de micropartículas pró-inflamatórias
Uma das propostas mais recentes é a microparticle clearance theory. As micropartículas são pequenas vesículas libertadas por glóbulos vermelhos, plaquetas e células endoteliais, ricas em fosfolípidos oxidados e proteínas inflamatórias. Estão associadas a inflamação crónica, dor e disfunção cardiovascular.
Segundo esta teoria, a combinação de sucção negativa e pequenas incisões permite “aspirar” sangue localmente mais concentrado em micropartículas e produtos de degradação, facilitando a sua eliminação. Isso poderia ajudar a reduzir a ativação persistente do sistema imunitário e do endotélio, com potencial impacto em doenças autoimunes, cardiovasculares e dolorosas.
4. Modulação do sistema imunitário e da inflamação
Vários estudos observaram que programas de wet cupping (Hijama) podem produzir alterações mensuráveis em:
- parâmetros hematológicos – ligeiras mudanças em hemoglobina, hematócrito e contagem de glóbulos vermelhos, com aumento relativo de células mais “jovens” em alguns grupos estudados;
- perfil de leucócitos – alteração da proporção neutrófilos/linfócitos e modulação de células NK;
- marcadores inflamatórios – redução de PCR, IL-6, TNF-α e outros mediadores em doentes com dor crónica e em protocolos de wet cupping em atletas;
- autoanticorpos – em ensaios controlados em doentes com tiroidite de Hashimoto, séries de sessões de wet cupping mostraram redução de anti-TPO, anti-Tg e TSH, em paralelo com melhoria clínica e alterações ultrassonográficas favoráveis da tiroide.
Há também estudos em dor lombar inespecífica, dor musculoesquelética crónica, síndrome metabólica e doenças de pele inflamatórias que apontam para melhoria da dor, da qualidade de vida e de alguns parâmetros laboratoriais em grupos que receberam wet cupping como complemento ao tratamento habitual.
5. Perspetiva da Medicina Chinesa: sangue, calor e estagnação
Nos manuais modernos de sangria em Medicina Chinesa (Chinese medicine bloodletting), a técnica de “pricking and bloodletting” é descrita como uma forma de:
- mobilizar Sangue estagnado em áreas dolorosas;
- dispersar calor e vento em certos padrões (por exemplo, cefaleias, tensão cervical, dermatologia);
- abrir os “orifícios sensoriais” em casos selecionados (olhos, ouvidos, nariz);
- apoiar o tratamento de quadros crónicos complexos, quando usada em pequena quantidade e de forma criteriosa.
Na SP Clinic, a Terapia Hijama é entendida como uma forma específica de bloodletting com ventosas aplicada em pontos de acupuntura, que procura:
- reduzir estagnação e calor em determinadas zonas;
- melhorar a microcirculação e a regulação inflamatória;
- contribuir para regular o ambiente interno, em complemento a outras intervenções.
☪️ Hijama na tradição islâmica e noutras culturas
A Hijama tem hoje uma forte associação à tradição islâmica, mas técnicas de ventosas com e sem sangria existem em muitas culturas – incluindo a Medicina Chinesa, a medicina greco-árabe e várias práticas tradicionais do Mediterrâneo e da Ásia.
No contexto islâmico, a Hijama é considerada uma “sunnah” (prática recomendada) e faz parte da chamada medicina profética. Em diferentes hadiths, é referido que:
- os anjos teriam recomendado ao Profeta Muhammad que recorresse ao Hijama;
- o Hijama é descrito como um dos melhores tratamentos disponíveis para a humanidade;
- há relatos que afirmam: “O melhor tratamento é o Hijama; remove o sangue, alivia as costas e aguça a visão.”
Textos clássicos de medicina profética descrevem que o Profeta terá recorrido à sangria (Hijama) em áreas como a cabeça e a região posterior do pescoço, sendo apresentada como técnica eficaz quando bem aplicada.
Do ponto de vista espiritual, muitas pessoas relatam:
- sensação de limpeza interna – como se tivessem tirado um “peso”;
- alívio emocional, com diminuição de ansiedade e maior tranquilidade;
- maior disponibilidade para práticas espirituais, oração e reflexão.
✅ Benefícios, indicações e cuidados da Terapia Hijama
Na prática clínica moderna, a Terapia Hijama (wet cupping, bloodletting cupping) é usada como abordagem complementar, com base em conhecimento tradicional, experiência empírica e evidência científica em crescimento.
Os benefícios mais frequentemente relatados em contexto terapêutico incluem:
- sensação de desintoxicação – como se o corpo “descarregasse” uma parte da sobrecarga acumulada;
- alívio de dores musculares e tensão nas costas e ombros;
- redução da sensação de peso, cansaço e estagnação no corpo;
- melhoria da clareza mental e, em algumas pessoas, da qualidade do sono;
- apoio à regulação da circulação e do metabolismo, em complemento a outras terapias;
- integração numa rotina de autocuidado e cuidado espiritual, para quem valoriza essa dimensão.
Contraindicações e situações em que a Hijama não é recomendada
Tal como outras formas de sangria terapêutica (bloodletting), a Terapia Hijama não é adequada para todas as pessoas. De forma geral, não é recomendada em casos de:
- anemia significativa ou estados de fraqueza extrema;
- distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes/antiagregantes, salvo autorização médica explícita;
- gravidez ou pós-parto imediato;
- infeções ativas, feridas abertas ou inflamação intensa nas zonas a tratar;
- doenças sistémicas descompensadas, em que a prioridade absoluta é estabilizar a situação com a equipa médica.
🗓️ Agendar sessão de Terapia Hijama em Lisboa
Se sente que o seu corpo está em sobrecarga, com cansaço, sensação de toxinas acumuladas e tensão nas costas, ou se procura integrar uma prática de limpeza interna com raízes tradicionais e suporte em dados modernos de wet cupping, a Terapia Hijama pode ser uma opção a considerar.
Na SP Clinic Lisboa, entre as Amoreiras e o Jardim da Parada, realizamos:
- avaliação detalhada do seu caso,
- definição de um plano de tratamento natural personalizado (que pode incluir Terapia Hijama e outras terapias em sessões distintas),
- acompanhamento contínuo para ajustar as terapias em função da resposta.
Ligue-nos ou preencha o formulário abaixo. Juntos, vamos encontrar a melhor forma de regular o ambiente interno do seu organismo, apoiar a desintoxicação e promover um estado mais estável de equilíbrio físico, emocional e, se fizer sentido para si, também espiritual.

